Romaria ao Caldeirão do beato Zé Lourenço

Foto: Pachelly Jamacaru

Será realizada no dia 19 de setembro de 2010 (domingo), no município do Crato, a 11ª Romaria ao Caldeirão do Beato Zé Lourenço. A iniciativa lembra a primeira investida militar contra a comunidade do Caldeirão, ocorrida em setembro de 1936, e é uma forma de manter viva a história de uma das mais importantes experiências de vida comunitária do Brasil. A programação desse ano terá início às 7 horas com a acolhida dos romeiros/peregrinos, seguida da realização de uma concelebração eucarística.

Conhecido como o Caldeirão de Santa Cruz do Deserto, o movimento messiânico liderado pelo beato José Lourenço surgiu em 1926, na cidade do Crato. Em setembro de 1936 a fazenda onde era instalada a comunidade foi invadida, mas só em maio de 1937, quando houve o grande massacre, ela foi destruída.

O evento será realizado no próprio Sítio Caldeirão, localizado no distrito de Ponta da Serra, a 22 quilômetros do centro do Crato. Quem sair da cidade com destino a Farias Brito, 10 quilômetros após o distrito de Ponta da Serra, na CE-386, encontrará a placa indicativa do Caldeirão à margem esquerda da rodovia. Após sair do asfalto, são 12 quilômetros em estrada corroçável.

“O Caldeirão tornou-se sinal de liberdade camponesa onde prosperou uma vida baseada na experiência das primeiras comunidades cristãs. E nos tempos atuais é referencia histórica para as Comunidades Eclesiais de Base e Quilombolas da região”, lembra o padre Vileci Basílio Vidal, da Comissão Pastoral da Terra, uma das instituições organizadoras da Romoaria.

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3 comentários sobre “Romaria ao Caldeirão do beato Zé Lourenço

  1. SOS DIREITOS HUMANOS disse:

    DENÚNCIA: SÍTIO CALDEIRÃO, O ARAGUAIA DO CEARÁ – UMA HISTÓRIA QUE NINGUÉM CONHECE PORQUE JAMAIS FOI CONTADA

    “As Vítimas do Massacre do Sítio Caldeirão
    têm direito inalienável à Verdade, Memória,
    História e Justiça!” Otoniel Ajala Dourado

    O MASSACRE DELETADO DOS LIVROS DE HISTÓRIA

    No município de CRATO, interior do CEARÁ, BRASIL, houve um crime idêntico ao do “Araguaia”, foi a CHACINA praticada pelo Exército e Polícia Militar em 10.05.1937, contra a comunidade de camponeses católicos do SÍTIO DA SANTA CRUZ DO DESERTO ou SÍTIO CALDEIRÃO, cujo líder religioso era o beato “JOSÉ LOURENÇO GOMES DA SILVA”, paraibano negro de Pilões de Dentro, seguidor do padre CÍCERO ROMÃO BATISTA, encarados como “socialistas periculosos”.

    O CRIME DE LESA HUMANIDADE

    O crime iniciou-se com um bombardeio aéreo, e depois, no solo, os militares usando armas diversas, como metralhadoras, fuzis, revólveres, pistolas, facas e facões, assassinaram na “MATA CAVALOS”, SERRA DO CRUZEIRO, mulheres, crianças, adolescentes, idosos, doentes e todo o ser vivo que estivesse ao alcance de suas armas, agindo como juízes e algozes. Meses após, JOSÉ GERALDO DA CRUZ, ex-prefeito de Juazeiro do Norte/CE, encontrou num local da Chapada do Araripe, 16 crânios de crianças.

    A AÇÃO CIVIL PÚBLICA PROPOSTA PELA SOS DIREITOS HUMANOS

    Como o crime praticado pelo Exército e Polícia Militar do Ceará é de LESA HUMANIDADE / GENOCÍDIO é IMPRESCRITÍVEL conforme legislação brasileira e Acordos e Convenções internacionais, a SOS DIREITOS HUMANOS, ONG com sede em Fortaleza – CE, ajuizou em 2008 uma Ação Civil Pública na Justiça Federal contra a União Federal e o Estado do Ceará, requerendo: a) que seja informada a localização da COVA COLETIVA, b) a exumação dos restos mortais, sua identificação através de DNA e enterro digno para as vítimas, c) liberação dos documentos sobre a chacina e sua inclusão na história oficial brasileira, d) indenização aos descendentes das vítimas e sobreviventes no valor de R$500 mil reais, e) outros pedidos

    A EXTINÇÃO SEM JULGAMENTO DE MÉRITO DA AÇÃO

    A Ação Civil Pública foi distribuída para o Juiz substituto da 1ª Vara Federal em Fortaleza/CE e depois, para a 16ª Vara Federal em Juazeiro do Norte/CE, e lá em 16.09.2009, extinta sem julgamento do mérito, a pedido do MPF.

    RAZÕES DO RECURSO DA SOS DIREITOS HUMANOS PERANTE O TRF5

    A SOS DIREITOS HUMANOS apelou para o Tribunal Regional da 5ª Região em Recife/PE, argumentando que: a) não há prescrição porque o massacre do SÍTIO CALDEIRÃO é um crime de LESA HUMANIDADE, b) os restos mortais das vítimas do SÍTIO CALDEIRÃO não desapareceram da Chapada do Araripe a exemplo da família do CZAR ROMANOV, que foi morta no ano de 1918 e a ossada encontrada nos anos de 1991 e 2007;

    A SOS DIREITOS HUMANOS DENUNCIA O BRASIL PERANTE A OEA

    A SOS DIREITOS HUMANOS, como os familiares das vítimas da GUERRILHA DO ARAGUAIA, denunciou no ano de 2009, o governo brasileiro na Organização dos Estados Americanos – OEA, pelo DESAPARECIMENTO FORÇADO de 1000 pessoas do SÍTIO CALDEIRÃO.

    QUEM PODE ENCONTRAR A COVA COLETIVA

    A “URCA” e a “UFC” com seu RADAR DE PENETRAÇÃO NO SOLO (GPR) podem localizar a cova coletiva, mas não o fazem porque para elas, os fósseis de peixes do “GEOPARK ARARIPE” são mais importantes que as vítimas do SÍTIO CALDEIRÃO.

    A COMISSÃO DA VERDADE

    A SOS DIREITOS HUMANOS em julho de 2010 passou a receber apoio da OAB/CE pelo presidente da entidade Dr. Valdetário Monteiro, nas buscas da COVA COLETIVA das vítimas do Sítio Caldeirão, e continua pedindo aos internautas divulguem a notícia, bem como a envie para seus representantes no Legislativo, solicitando um pronunciamento exigindo do Governo Federal a localização da COVA COLETIVA das vítimas do SÍTIO CALDEIRÃO.

    Paz e Solidariedade,

    Dr. Otoniel Ajala Dourado
    OAB/CE 9288 – 55 85 8613.1197
    Presidente da SOS – DIREITOS HUMANOS
    Editor-Chefe da Revista SOS DIREITOS HUMANOS
    Membro da CDAA da OAB/CE
    http://www.sosdireitoshumanos.org.br
    sosdireitoshumanos@ig.com.br
    http://twitter.com/REVISTASOSDH
    http://revistasosdireitoshumanos.blogspot.com

  2. Angelim de Icó disse:

    Texto de Oswald Barrososobre denuncias contra o MST e que tem tudo a ver com este convite.
    Saudações
    Angelim de Icó

    ” Esta é uma propaganda criminosa contra o MST promovida pelos grileiros do agronegócio que, estes sim, estão devastando o meio-ambiente da amazônia e do planeta. É uma irresponsabilidade divulgar estas imagens e imputar este crime ao MST um dos poucos movimentos sociais sérios do país. Admiro-me pessoas de bom senso fazerem isto. Como sempre é assim. As elites criminalizam os movimentos sociais, para justificarem suas destruições. Foi o que fizeram com Canudos, Caldeirão, Contestado etc., sempre com a conivência da classe média moralista e alienada. É o que estão fazendo com o MST. Depois, passados anos do massacre, admirar e fazer filmes e peças de teatro, vestir camisas alusivas sobre estes movimentos populares vira cult e a classe média então veste a camisa. Não se lembra que bradou por suas destruições.
    Chega de hipocrisia. Alerta gente.
    Oswald Barroso”

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