Entidades do Cariri discutem ações para comunidades de Mauriti

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Numa iniciativa inédita, instituições públicas e privadas do Cariri participaram, na última quinta-feira (17), de uma reunião interinstitucional com o objetivo de discutir os caminhos a serem percorridos, de forma articulada e integrada, visando assegurar a inclusão econômica, social, política e cultural das comunidades cigana e quilombolas ou negras de Mauriti.

O encontro teve lugar no plenário da Câmara Municipal de Mauriti e contou com as presenças de representantes do SESC de Juazeiro do Norte, da Caritas Diocesana do Crato, do Grupo de Valorização Negra do Cariri (GRUNEC), da Escola de Políticas Públicas e Cidadania Ativa (EPUCA) e da Prefeitura Municipal de Mauriti, além de lideranças de comunidades ciganas e negras do município.

Mais que ações pontuais, as organizações parceiras pretendem pensar e efetivar políticas públicas locais que promovam a melhoria da qualidade de vida dessas populações, a partir do potencial endógeno de cada território e do diálogo permanente entre os diversos atores locais, destacam os participantes do encontro.

As propostas apesentadas pelos participantes vão desde a criação, pela Prefeitura Municipal de Mauriti, de uma Coordenadoria de Direitos Humanos, passando pela instalação de um Centro Calon de Desenvolvimento Integrado (CCDI), até a implantação de um Programa Especial de Habitação de Interesse Social, visando atender às especificidades e a urgência de comunidades e grupos “minoritários” locais como os Calon e os Quilombolas ou Negros.

Além disso, os diálogos ocorridos durante o encontro sinalizaram para questões mais amplas como, por exemplo, a necessidade de repensar o modelo educacional, de forma a incluir nos processos de ensino e aprendizagem e no dia a dia das escolas o reconhecimento e a valorização da cultura e das tradições das comunidades locais.

Após a reunião foi realizada uma atividade de campo que consistiu numa visita, in loco, a algumas famílias da comunidade cigana Calon. A visita foi conduzida por Leandro Figueiredo, da comunidade Calon, e contou com as presenças da equipe do SESC e dos representes da EPUCA, do GRUNEC e da Caritas, além de Adelmar Nascimento, responsável pela memória fotográfica de todas as atividades.

Um próximo encontro deverá ser realizado ainda no mês de fevereiro, quando será discutida uma proposta metodológica para uma ação mais duradoura. A preparação do documento preliminar dessa proposta ficou a cargo da EPUCA.

Além disso, várias ações emergenciais já foram assumidas pelas entidades presentes ao encontro como, por exemplo, a realização de uma campanha de emissão de documentos para o povo cigano, posto que um número expressivo de pessoas dessa comunidade não possui documentos pessoais como registro de nascimento e documento de identidade, o que dificulta seu acesso a serviços públicos e outros direitos fundamentais.

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